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  2. Conhecendo Salvador: Lagoa do Abaeté
03/09

Já dizia Dorival Caymmi, “no Abaeté tem uma lagoa escura arrodeada de areia branca”. Esse contraste faz do local um cartão postal belíssimo de Salvador, que envolve também muitos mistérios.

Conta a lenda de origem indígena que Abaeté teria sido um Morubixaba (líder, chefe da tribo) e que ele foi levado por Uiara (Mãe d’Água) para o fundo da lagoa e, a partir daí, os nativos passaram a ouvir cânticos e vozes vindas do fundo das águas. Por isso, em homenagem ao "Grande e Honrado Chefe", denominaram a lagoa de "Abaeté".

Já os antigos escravos diziam que as vozes eram de Janaína, uma sereia dona das águas dos rios, lagos e lagoas que seria filha de Iemanjá.

Para os colonizadores europeus, nas águas do Abaeté, havia um palácio encantando onde residia um príncipe com toda a sua corte. Ele era o dono dos peixes e das forças das águas e encantava as pessoas que se aproximavam da lagoa, carregando-as para o fundo da lagoa.

A sua água doce, sustentada por nascentes que surgem no meio das dunas – e não pelo represamento da chuva, como um dia se acreditou –, era usada por lavadeiras que ajudaram a manter vivas muitas das tradições ancestrais que enriquecem a cultura da capital baiana.

No final dos anos 1970, com a melhoria do acesso ao norte e a construção do Aeroporto Internacional 2 de Julho (hoje Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães), diversos loteamentos foram sendo instalados em suas imediações e o próprio bairro de Itapuã, onde está localizada a lagoa, cresceu. Isso, somado a centenas de ocupações irregulares, provocou uma verdadeira devastação nas dunas, com a retirada de suas areias para a construção civil de forma clandestina e descontrolada.

Por isso, para conter a ação predatória do local e preservar as belezas naturais da lagoa, foi criado o Parque Metropolitano Lagoas e Dunas do Abaeté em 1993, com uma área de 12.000 metros quadrados.

O lugar abriga ainda o Centro de Atividades, a Casa das Lavadeiras, quiosques, restaurantes, playgrounds e o Museu Casa da Música, que, durante todo o mês de setembro, terá programação especial em comemoração aos 26 anos de criação do espaço que tem como missão preservar a memória da música baiana e o complexo do Abaeté. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br.

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